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Maratona do Porto 2019

EDP Maratona do Porto

A EDP Maratona do porto chegou à 15ª edição, este domingo de manhã, com um novo recorde da prova a abrilhantar a efeméride. Um ugandês, Robert Chemonges, pela primeira vez na história do evento, impôs-se nas ruas do Porto, Matosinhos e Gaia, com o excelente tempo final de 2h09m05, e assim ultrapassou largamente o melhor registo produzido na Invicta, obra do queniano Philemon Baaru na edição de 2011 (2h09m51s), enquanto no lado feminino triunfava a etíope Abeba Gebremeskel, com 2h30m13s.

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Este feito foi alcançado num dia algo sombrio, com chuva a marcar o desenrolar da corrida, participada por atletas de todas as condições de 75 países, facto que também reconfirmou o prestígio que a corrida vem granjeando extra-muros.

No total 16 mil pessoas participaram na totalidade do programa, que além da Maratona propriamente dita compreendia ainda a APO Family Race Corrida dos Ossos Saudáveis, de 15 km, e a Fun Race, uma mini corrida/caminhada, de 6 km.

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No início da prova, pelas 9 horas da manhã, um mar de gente aguardava os atletas na passagem da Rotunda da Anémona, a caminho de Matosinhos, quando Rui Pedro Silva, na companhia de outros que estavam escalados para a APO Family Race Corrida dos Ossos Saudáveis, como Jorge Santa Cruz e Daniel Pinheiro, estava no comando. Jorge Santa Cruz, do Sporting Clube de Braga, viria mesmo a ganhar a APO Family Race Corrida dos Ossos Saudáveis, adiante de Daniel Pinheiro, o ano passado notável segundo na Maratona, e de José Azevedo.

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Na frente masculina, quando Rui Pedro Silva terminou o seu papel de lebre, ficou uma dezena de africanos, largos quilómetros liderada pelo veteraníssimo (45 anos) queniano Kenneth Mungara. A selecção natural começou a fazer-se a caminho de Gaia e da Afurada, primeiro ficaram só quatro na frente, depois pouco a pouco o “forcing” de Robert Chemonges surtiu efeito. Aos 30 km o ugandês disse adeus aos companheiros de corrida e ninguém mais o pôde seguir até à meta. Denotando uma frescura surpreendente, Chemonges venceu e convenceu, e mostrou recursos para fazer ainda melhor do que as 2h09m05s que marcaram o novo recorde do percurso, como sempre terminado às portas do Parque da Cidade. Aos apenas 21 anos de idade, já que nasceu a 5 de outubro de 1997, o ugandês cumpria na Invicta a sua sexta maratona, e desforrou-se do mau resultado da sua última corrida de 42195m até à data, a desistência em abril nos Jogos da Comunidade Britânica de Gold Coast. No ano da sua estreia na maratona, em 2016, ganhou a corrida de Trieste, em Itália, e o ano passado obteve o seu anterior recorde pessoal com outro triunfo, desta feita em Düsseldorf, na Alemanha, com 2h10m32s. Portanto, em seis maratonas tentadas, chegou à terceira vitória e tornou-se o primeiro não queniano ou etíope a ganhar nas ruas do Porto. Os quenianos, por uma vez única, não tiveram qualquer lugar de pódio, já que o segundo lugar foi para o estreante Oliver Irabaruta, do Burundi, com um tempo mais que promissor de 2h09m48s, também abaixo do anterior recorde do percurso, e o terceiro para etíope Fikadu Kebede, com 2h10m41s.

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Esta 15ª EDP Maratona do Porto constituía também o campeonato de Portugal da distância, e aqui houve um vencedor surpresa. Durante muito tempo José Moreira e Carlos Costa foram andando sós na frente, na companhia um do outro, e tudo indicava que o triunfo seria decidido entre ambos. Porém, com uma recuperação espetacular já bem depois do 30º quilómetro por José Sousa, que esteve muito tempo a 700 m do duo, viria a permitir-lhe alcança-los; Carlos Costa seria o primeiro a perder contacto e para algum espanto o atleta do AR Casaense acabaria mesmo por se desenvencilhar da presença do rotinado José Moreira para se tornar no primeiro português na meta, com o oitavo lugar da geral. Com o título nacional, José Sousa obtinha na sua primeira maratona logo menos de 2h20m, com 2h19m25s, algo muito interessante nos tempos que correm a nível nacional. Treinado agora por Ricardo Ribas, Sousa fora o vencedor da meia-maratona da Nazaré no final do ano passado, e pensa fazer “em breve” uma nova experiência na maratona.

José Moreira foi segundo entre portugueses, no nono lugar geral, com 2h19m43s, Carlos Costa acabou como terceiro luso, em 10º na geral, com 2h19m48s, um novo recorde pessoal igualmente.

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No lado feminino a prova foi também bastante linear. De início e na companhia de muitos atletas masculinos, alguns dos quais bem conhecidos das provas populares em Portugal, três foram liderando, as etíopes Abeba Gebremeskel e Meskerem Hunde, e a burundiana Elvanie Nimbona. Foi esta última a primeira a ceder e entre as duas etíopes mostrou-se Hunde a mais activa, enquanto Gebremeskel, de resto muito mais pequena de estatura, se resguardava. Como nos homens, depois dos 30 km seria Gebremeskel a escapar, e rapidamente ganhou uma vantagem impossível de anular. Na Avenida de Montevideo, a caminho da meta denotou alguma ansiedade, olhando algumas vezes para trás, mas no início da derradeira subida, já sabia que não largaria a primeira posição. Com 2h30m13s acabou por não conseguir baixar da barreira significativa das 2h30m, mas ainda assim bateu o seu recorde pessoal, que havia fixado em 2h30m18s, com um segundo lugar na maratona de Varsóvia, em Setembro de 2013.

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Meskerem Hunde foi segunda, com 2h33m49s, muito longe finalizou em terceira Elvanie Nimbona, em estreia na distância, com 2h44m21s.

Na quarta posição Rosa Madureira, do FC Penafiel, mais uma vez se sagrou campeã nacional, com 2h50m06s.

A APO Family Race Corrida dos Ossos Saudáveis foi nesta vertente feminina ganha por Emília Pisoeiro, adiante de Susana Godinho e de Vanessa Carvalho.

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